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VELHICE NÃO É DOENÇA

Numa primeira análise isso parece ser aceitável, já que é esperado que nossas mortes ocorram nesse momento da vida. Seria uma grande alegria morrer de tanto viver, de tanto rir, chorar e ser consolado, de fazer novas amizades ou reatar aquelas consideradas perdidas, de tanto beijar e de tanto abraçar. Entretanto, há muitas armadilhas, interesses privados e riscos de anteciparmos a vida de muitas pessoas que, mesmo não idosas, poderão morrer de velhice e não ter tido as boas experiências que somente os muitos anos vividos nos proporcionam. Existe uma parte das indústrias farmacêuticas e do ramo da estética que visa cada vez mais e precocemente alcançar um grupo de pessoas que acham negativas e indesejáveis as mudanças decorrentes do envelhecimento, principalmente nos aspectos físicos. Cirurgias, cremes, suplementos, medicamentos já existentes e outros que poderão ser produzidos segundo a prescrição genética de cada corpo, aparelhos e muitos outros procedimentos teriam, com a existência desse código, maiores possibilidades de consumo.

Rugas, peles flácidas e outras marcas do muito viver seriam agora sinais patológicos, de uma doença que precisa ser tratada à base de muitos medicamentos, ou submetida a diversos procedimentos até então estéticos, mas que agora serão para evitar o avanço de uma "doença".

Uma mobilização nacional e internacional com sociedades da gerontologia, políticos, movimentos sociais e ativistas vem crescendo na tentativa de não validar esse código internacional de discriminação contra a pessoa idosa. Faça parte desse movimento você também!.


Fonte: UOL VIVER BEM


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