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SÍNDROME DE GAIOLA: COMO AS CRIANÇAS PODEM SER AFETADAS NA VOLTA À ESCOLA

A síndrome ganhou esse nome pois faz uma associação entre as aves, que, depois de muito tempo na gaiola, têm dificuldade para sair diante de uma oportunidade. Dessa forma, a Síndrome de Gaiola reflete exatamente o sentimento de ter a oportunidade (e muitas vezes a necessidade) de sair, mas sentir uma pressão interna que te prende e não te faz querer seguir com essa ação. Além de causar uma vontade cada vez maior de se fechar, essa síndrome pode causar transtornos em crianças no período escolar e adolescentes, uma vez que são “forçadas” a saírem do seu ambiente seguro e confortável e socializarem com outras pessoas, algo muito difícil e complexo nesses casos, que podem trazer outros problemas para a vida como um todo, como dificuldade de aprendizagem, transtornos de humor, etc.

Enquanto no final de 2021 as coisas estavam voltando ao normal pós-pandemia, é seguro dizer que, agora, em 2022, praticamente todas as escolas já retornaram às atividades presenciais. E, conforme essa nova rotina se estabelece, não se pode ignorar um fato: ficar em casa potencializou (e muito) os transtornos psicológicos nas crianças. Por isso, o retorno à vida “normal” requer muito cuidado e atenção de pais e escolas, pois a “Síndrome de Gaiola” pode dificultar o momento.

Mesmo antes da pandemia, tanto no âmbito familiar como no escolar, as reflexões sobre a saúde mental das crianças já eram cada vez mais comuns. Isso porque os transtornos psicológicos já atingiam de 7% a 20% das crianças brasileiras. Após o surgimento do novo coronavírus e dos isolamentos sociais, uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, relatou que uma em cada quatro crianças e adolescentes apresentam sinais de ansiedade e depressão em nível clínico.


Fonte: VIVER BEM UOL


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