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QUANDO COMEÇAR A EXERCITAR O CÉREBRO?

A infância e juventude são períodos "de ouro" no desenvolvimento cognitivo, pois há uma grande capacidade de gerar conexões duradouras no cérebro. Por isso, quanto mais estímulos forem oferecidos nessas fases, maiores as chances de criar uma boa reserva cognitiva para o futuro.

Mas isso não significa que adultos maduros e idosos não possam melhorar suas reservas. "Obviamente, o aprendizado é mais lento aos 60 do que aos 20", afirma o geriatra Natan Chehter, membro da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) e médico da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo. "Mas essas atividades não devem ser desestimuladas, ao contrário, é importante praticar para criar e manter as conexões ativas", afirma.

Atualmente, existem programas de treinamento para crianças a partir dos seis anos. "O estímulo melhora a performance delas na escola ao aumentar a capacidade de concentração, memória e raciocínio", explica Livia Ciacci, neurocientista da rede Supera - Ginástica para o Cérebro. "Isso vale para jovens vestibulandos e até adultos em busca de melhorar seus resultados no trabalho", diz.

E como escolher as atividades certas? De acordo com Carla Silva, neuropsicopedagoga e autora do livro "Ginástica Cerebral - 100 cartas com exercícios mentais", o ideal é optar por tarefas que não sejam feitas de forma habitual. "Os exercícios devem ter um grau médio de dificuldade, para não gerarem frustração, e precisam ter uma carga de desafio para estimular o cérebro de forma efetiva", diz a especialista.


Fonte: MÉDICO RESPONDE


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