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EXERCÍCIO À NOITE: PRÓS E CONTRAS DESSA TENDÊNCIA

Concedido aos cientistas americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young, o Prêmio Nobel de Medicina de 2017 esquentou uma discussão de longa data: a influência dos movimentos da Terra no organismo dos seres vivos. As pesquisas desse trio, desbravadas no começo da década de 1970, foram essenciais para entender no nível molecular como funciona o nosso relógio biológico. E ainda mostram por que existem momentos mais propícios para descansar ou, pelo contrário, fazer exercício físico.

Ocorre que nosso ritmo circadiano (o nome técnico do reloginho interno) parece não ter sido ajustado para a rotina de boa parte da população mundial. E não estamos falando apenas daqueles que se sentem cansados só de imaginar o despertador tocando ao nascer do sol ou não conseguem dormir antes da meia-noite. Com a agenda cheia, muita gente precisa fazer o tempo render e, na impossibilidade de encaixar os exercícios no horário comercial, a solução é deixá-los para as altas horas.

Tanto que a primeira academia 24 horas do Brasil surgiu em 2006, a partir das necessidades de universitários que também trabalhavam. “Até então, esses alunos mal conseguiam terminar o aquecimento antes do soar do alarme que indicava o fechamento da unidade.

Em uma experiência com 17 homens saudáveis, o professor de educação física Marco Tulio de Mello, da Universidade Federal de Minas Gerais, constatou que o exercício moderado, mesmo feito depois que o sol se põe, promove a liberação de um monte de substâncias relaxantes. “Só que o corpo leva até duas horas para voltar ao ritmo e à temperatura normais”, avisa.


Fonte: VEJA SAÚDE


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