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APRENDER A COZINHAR É SAÍDA PARA COMER BEM NA QUARENTENA

Se existe um clichê que voltou a estar em voga é o de que a crise traz sempre alguma oportunidade. A máxima não vale apenas para comprar ações em baixa na bolsa — ela se encaixa também na alimentação. Sem a possibilidade de comer fora de casa, é muito provável que você seja integrante de um destes grupos: o dos que correram para a cozinha para preparar as próprias refeições ou o dos que aderiram às facilidades dos alimentos congelados. Se você se identificou com o segundo grupo, saiba que deve estar com a maioria (e isso não é uma boa notícia).

De acordo com a mais recente Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, que analisou o consumo alimentar de 2017 e 2018, os ultraprocessados representam mais de 18% das calorias consumidas pelos brasileiros — um aumento de quase 3 pontos percentuais em relação à última edição do levantamento, rea­lizada há dez anos. Estamos falando de lasanha congelada, nuggets, refrigerante, salsicha, iogurte com sabor artificial. O número pode parecer pouco, mas acompanha o crescimento da obesidade no país. Evidências consistentes de diversos estudos realizados no Brasil e em outros países têm demonstrado a associação do consumo de alimentos ultraprocessados com doen­ças ou fatores de risco, como obesidade, diabetes, hipertensão e até câncer. Essas opções têm maior concentração de calorias, açúcar e gorduras não saudáveis, e também menos fibras, vitaminas e minerais.


Fonte: EXAME


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